sábado, 20 de março de 2010

Casulo

Certa vez,
Uma borboleta
Saiu do casulo
E voou ao acaso.
Sorriu,
Silenciou,
Manejou
Palavras,
Harpas
E almas
Não teve
Idade,
Nem
Tribo,
Nem rosto.
Um dia,
A borboleta cansou
E ao casulo
Voltou.
Desistiu do
Néctar e
Do pólen.
Por isso,
Do casulo
Nunca mais
Saiu.
Hoje,
Só se alimenta
E voa
Nos sonhos.

2 comentários:

carlos disse...

Sônia...

Viver de sonho alimenta a alma?

O casulo é um refúgio ou uma prisão?


Perguntinhas básicas...

eheheh

Abraços...

Carlos Fogassi

Borboleteando sob' lêmures. disse...

Que lindo, isso!

Alimentos da alma..
Fulga oprimida...

Sonhos(?) (!)


Vc me amoleceu toda!

Me chame como desejar...tens livre arbitrio para isso!

In- beijos